Dúzia

Tuesday, December 09, 2008

Da importância do aleitamento materno

Todos sabem da excelência do aleitamento materno. Principalmente esse agrupamento disforme chamado de "cumpanheirada", um seleto grupo de mamadores nas tetas da mãe república que se instalou no poder junto a esse governo multitudo do (auto)aclamado Partido dos Trabalhadores - que deveria, a princípio, ao menos para honrar o nome, excluir de suas fileiras os vagabundos.

Por falar em trabalhadores, nós, a massa operária nacional, com nosso trabalho real é que sustentamos essa massa disforme dos chamados trabalhadores ideológicos (ou "cumpanheirada"). Dizem que eles estão lá para nos prestar um inexistente serviço com que somos (ou deveríamos ser) brindados pela mãe república.

Já que pagamos e não levamos (Política do tudo para o nada), o que nos resta para obter esse inexistente serviço é: 1. desistir de obtê-lo; 3. pagar novamente para que a iniciativa privada forneça aquilo que nos foi negado pela má(drasta) república.; ou 3. adotar a chamada solução final, aguardando pelas próximas pesquisas de aprovação governamental, caso em que o inexistente se tornará virtualmente real, e todos ficarão satisfeitos com o muito de nada recebido.

Monday, November 24, 2008

Da normalidade das coisas

Vivemos numa época em que o normal foi condenado. Ou, em outras palavras, onde o anormal passou a ser considerado normal pelo chamado politicamente correto. E o que quer dizer normal? Segundo o dicionário Priberam, normal vem do Lat. normale, adj. 2 gen., conforme à norma ou à regra comum; que serve de regra, de modelo; exemplar; habitual; ordinário.

Até mesmo constatar a existência do diferente passou a ser condenado, você tem que ver um camelo e concordar (ou tentar convencer a si mesmo de) que se trata de uma ovelha, se é assim que o politicamente correto recomenda. O anormal, o diferente, independente da forma como você o nomear não vai mudar, continuará sendo fora do normal, diferente.

Se você sair na rua e encontrar alguém com pernas na cabeça terá que considerar essa pessoa como sendo normal. Não se trata de aceitar ou não, de discriminar, mas é impossível não reconhecer uma anormalidade quando você a vê. Qualquer outra afirmação é cínica e inverossímel. Muitos ficam arrumando sinônimos bonitinhos para as anormalidades, como se isso resolvesse o problema. Nesse caso deve se tratar de "pessoa com deficiente colocação dos membros motores inferiores". 

Nem vou entrar em casos específicos, mas algo anda muito errado nessa maneira de ver as coisas. Desculpem-me os cínicos, mas a minha verdade não me deixa de ver as coisas dessa forma. Muitas vezes esses falsos paliativos são mais discriminatórios do que ter uma postura sincera e honesta. 

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Tuesday, November 11, 2008

Como nasce a poesia?

Poesia não nasce, ela desperta, é coisa viva, que está dentro de mim. Eu não a escrevo, não formulo, não é um geito ou magia. Ela aparece como as flores num jardim. Não gosto, não desgosto, não percorro caminhos, nem mesmo sei qual é o fim. Ela é leve e flutua, tal qual borbulhas, como bolhas de sabão. Frageis, são intocáveis e, se guardadas, morrem bem na sua mão. Não a defino, nem a confino, trago a luz, como uma oração. Ela é uma graça do destino, no eu deserto, mansidão.

©2008 - Ronaldo Souza

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Thursday, October 09, 2008

As micaretas importadas

Para a minha dúvida sobre qual o motivo para importar esse tipo de festa (com esse tipo de música) do norte-nordeste, meu filho me responde: certamente o pessoal não vai lá por causa da música. E eu pensava que era pela afinidade com os ritmos nordestinos (axé, forró, etc).

O verdadeiro motivo é a pegação. Micareta é festa de carnaval fora de época, festa em que ninguém é de ninguém. Quem vai a micareta vai para pegar ou ser pegado(a). "Sei lá, dá uma vontade boa de se dar. Tempo bom de ser feliz, tempo bom de namorar", diz uma apreciadora desse tipo de festa.

Eu imagino...

Thursday, May 29, 2008

A boa música

Dizer que música é questão de gosto é dizer tudo e não dizer nada. O rock, por exemplo, antes de ser música, é atitude. Nascido entre os jovens e cultuado por jovens de todas as idades, o rock sempre cultuou o novo. O que estará acontecendo com a nossa juventude? Os jovens, sempre tão contestadores, parecem ter aderido a um tipo de música "envelhecida", ou a gêneros antes ditos "cafonas". E não é questão de qualidade, eis que o atributo independe de gênero. Ou quem sabe seja uma onda nacionalista, eis que os gêneros preferidos estão bem dentro dessa faixa: mpb, forró, axé, etc.

Nada contra os ritmos pátrios, acredito que deva existir público para todos os gostos, para todos os gêneros; mesmo porque música transcende nacionalidade, como rotular os grandes clássicos? Deve ser implicância minha, saudosismo, teimosia, ou síndrome da falta dos acordes de uma guitarra.

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Thursday, January 31, 2008

Que sei eu?

O que sei eu do mundo? Vivo e vivo, e quanto mais estradas eu percorro, menos sei, mais busco por socorro. O que sei eu do mundo? Resisto e insisto. E quanto mais erros eu cometo, mais descubro nos acertos que continuarei errando. Perdido Sou solvente e soluto, sou sólido, marchador irresoluto buscando a felicidade. Teatino, um sem destino, um menino nas idéias, e um velho nas memórias. O cansaço feito sujeito, um visionário na escuridão, um lutador na mansidão...

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Monday, May 14, 2007

Trocar seis...

... por meia dúzia. Como fazer alguém que não nutre o sentimento do companheirismo entender que a expressão vida a dois só se torna verdadeira com a participação de dois?