Como nasce a poesia?
Poesia não nasce, ela desperta, é coisa viva, que está dentro de mim. Eu não a escrevo, não formulo, não é um geito ou magia. Ela aparece como as flores num jardim. Não gosto, não desgosto, não percorro caminhos, nem mesmo sei qual é o fim. Ela é leve e flutua, tal qual borbulhas, como bolhas de sabão. Frageis, são intocáveis e, se guardadas, morrem bem na sua mão. Não a defino, nem a confino, trago a luz, como uma oração. Ela é uma graça do destino, no eu deserto, mansidão.
©2008 - Ronaldo Souza



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